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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Addio, Pavarotti!

Não é por acaso mesmo que brasileiros têm afinidade com a Itália e vice-versa. Véspera de feriado, meu sorriso escureceu quando li, na Internet, notícia fresquinha anunciando a morte de uma voz aclamada no mundo todo. Pavarotti conquistou o planeta não só pelo talento indubitável, mas pelo carisma que é a nossa cara.

Tudo bem, ele era craque no futebol e soltava o bocão como ninguém em suas apresentações países afora, mas Luciano Pavarotti merece condolências pelo grande feito de levar uma arte antes exclusiva dos nobres que freqüentavam os grandes teatros para os ouvidos e apreciação de, até então, seres "ignorantes”. Um tenor pop!

Falo de Pavarotti no meu blog porque ele entendia que a vibração emocional da arte no nosso corpo e na nossa mente independe da nossa verba salarial. É a coisa mais artística que alguém pode concretizar. É por isso que o associo à alguma brasilianidade, a algum “dar pra quem não tem” tão característico nosso. Esse italiano era assim, "gente boa", que abraçava e gostava de rir.

O governo da Itália vai homenagear o maestro com um novo prêmio de cultura. O Teatro de Modena, sua cidade natal, vai ganhar o seu nome, assim anunciou o prefeito hoje. "Alguns conseguem cantar ópera. Luciano Pavarotti era uma ópera", afirmou Bono Vox no site da banda. Foi-se um dos grandes. Um dos inesquecíveis, um dos que figurarão, por anos e anos, na lista de personalidades mundiais do século XX. Addio, Pavarotti!

*Bono Vox, no site oficial do U2.

sábado, 7 de julho de 2007

Kruppa


Final da Especialização em Assessoria de Comunicação, disciplina de Psicologia Organizacional. Definimos grupo:

do Germ. kruppa, massa enrolada
s. m.,
conjunto de objectos abrangidos no mesmo lance de olhos;
conjunto de coisas que formam um todo;
conjunto de indivíduos que têm interesses comuns;
conjunto de organismos relacionados;
reunião de pessoas;
ajuntamento;
pequena associação;
conjunto de átomos que formam parte de uma molécula;
Biol.,
conjunto de seres vivos com características comuns, a partir do qual é possível constituir outros conjuntos (família, espécie etc. );
Brasil,
uma das combinações do jogo do bicho;
gír.,
mentira, logro.
- de pressão: grupo ou associação de indivíduos que defende os interesses comuns dos seus membros procurando persuadir a opinião pública e a atividade governamental;
Med.,
- sanguíneo: cada um dos grupos de sangue humano caracterizados segundo as incompatibilidades que apresentam entre si quanto à hereditariedade e à transfusão

É. No resumão, acho que a gente foi isso mesmo.
Foi bom.

sábado, 23 de junho de 2007

Minha chefe é gente boa!

É praxe. Chefe, na imensa, estrondosa, esmagadora, indiscutível maioria dos locais de trabalho, é sinônimo de cão, praga, discórdia, infelicidade, pressão, depressão, desemprego. Maaaaaaaas, eu, logo eu que detesto as conveniências urbanas, tive a imensa sorte de ter uma super-chefe-"mãe". Deu certo!

O nome dela é Marne. Sim: M-A-R-N-E. Assim como soletramos em todas as ligações ou preferimos detalhar para as expressões estranhas que, no meio da conversa, soltam os famosíssimos Marní, Marnê, Márme etc. Mas o importante mesmo, meu maior intuito aqui é fazer um adeclaração de arrepiar: minha chefe é gente boa!

Isso mesmo. Minha chefe é gente boa pra caramba. Trabalhamos juntas há um ano e, hoje, a considero uma amiga. Aprendo, mais do que o ofício, muitos lances importantes para se desenrolar nesse mundo. Para mim, sua principal característica é a força. Só não se dá bem com a Marne quem não quer.

Fora do ambiente de trabalho, pode ser ainda melhor. Almoços - até na casa dela (pasmem!) -, passeios, lanches. O mais inusitado aconteceu ontem à noite e talvez tenha sido o grande motivo para este post. De repente, mi vi às 19h de uma sexta-feira na Av. Monsenhor Tabosa comendo pipoca de carrinho e água de coco jogando conversa fora com a chefe. Não foi um happy hour com cerveja e elementos provocadores da descontração. Foi um momento de companhia agradável, assim, de graça, como tudo de melhor na vida é.

Chefa, um abração pra ti. Quero ser uma super mulher que nem você!

domingo, 25 de março de 2007

Clique no 12 e volte aos 80

Temos um código de volta ao tempo, sim!

Todas as tardes de domingo, temos acesso ao botão que nos leva aos anos 80. Saudade boa pra quem curtiu aqueles tempos. Brincadeiras infantis pra quem vê tudo isso de primeira. O Silvio Santos está na minha lista de personalidades. Sim, eu queria conhecê-lo, apertar sua mão em rede nacional e ganhar notas e notas de R$50,00! Não dá pra morrer sem fazer isso antes: "Estamos aqui com a Juliana, de Fortaleza. Uma cearense hoje no palco! Muito bem, muito bem. Tsc tsc. É solteira, Juliana? Já tem casa própria? Má há háê hi hii...". Seria inesquecível, assim como imagino.
Completei 23 e já sou fanzoca do cara desde que me entendo por gente. Hoje, o Silvio Santos é alvo de muitas pesquisas acadêmicas de quem estuda comunicação social nas universidades do Brasil. É tido por muitos experts no assunto e, sem motivo para criarmos dúvidas, o maior comunicador da televisão brasileira. Faz tudo do jeito que quer. Tira programa, muda de horário. O telespectador vive num canal de surpresas. Bilionário, induz os funcionários a pensarem no ditado "Manda quem pode, obedece quem tem juízo" sempre antes de realizar a alteração de programação da vez.
Em 89, candidatou-se às pressas à presidência do país. Como se já não fosse majestade por aqui. Quem tem o nosso povo, tem muitíssimo. Já caiu na piscina ao vivo, passou noites e noites jogando aviõezinhos de cédulas para o auditório. As caravanas se matavam pelas notas brilhantes no ar. Tinha as pegadinhas, o "Porta da Esperança", o "Show de Calouros"... E o "Topa Tudo por Dinheiro"? Nossaaaa, que nostalgiaaa!
2007: está com três programas no domingo. Conduzindo diretamente, alcança sem dificuldades a audiência passada. A qualquer sinal de ameaça, ele entra no ar e derruba qualquer publicitário demitidor. O Silvio Santos é imbatível. Isso é glorioso! As 16h da tarde, ele aposta dinheiro com as moças do auditório e pede para elas vibrarem levantando o "espanador"! É hilário ver todo mundo com o pompom na mão vaiando o chefe e o Lombardi carinhosamente. Deixando de lado a questão econômica e eticamente* interpretativa de sua figura, aplaudamos este homem. Depois dele, ninguém mais.
*Silvio é um mega-empresário, banqueiro e comunicador. As três identificações podem ser facilmente conectadas. Tem gente que pergunta: "Mas será que não poderia mesmo aparecer uma geladeira quando as Portas da Esperança se abriam?". Pode refletir, certamente chegará a um consenso. Não esqueço aqui minhas convicções a seu respeito neste aspecto. A intenção foi homenagear.
**Para conferir o Silvio dando uma de presidenciável, clique aqui:

quinta-feira, 1 de março de 2007

BBB


- O BBB é um programa culto?
- Nãããão!
- Você ganha ou aprende alguma coisa assistindo a mesma coisa todo dia na TV?
- Nãããão!
- Pelo menos um centavo daquele um milhão vai pra você?
- Nãããão!
- Então pra que perder tempo assistindo a tanto besteirol?
- Ah, essa resposta é mais complicada, né? O BBB é um programa que não enaltece absolutamente nada do que você pode ter de positivo e, muito menos, contribui para sua formação intelectual. Só que há um detalhe a ser lembrado: somosbrasileiros, esqueceu?
Como é a nossa vidinha diária?
Acordamos apressados depois de uma noite mal dormida após um dia estressante, pegando 45 min de busão pra chegar no trampo.Ultrapassando esta etapa, eis o dia de trabalho: corre-corre, pressa, pressão. Aí no fim da noite você espera na parada uns 30 min básicos o mesmo busão, só que lotado de gente e com odor não tão agradável. Chega em casa, as costas dóem, a vista pesa. O dia foi puxado. Aí, é lógico, tenta aproveitar o pouco tempo que tem para o lazer diário (1 hora? 2 horas?) e o que temos à vista? A nossa valiosa TV! A nossa maquininha de entretenimento que a essa hora da noite nos traz novela nacional, fofocas, novela dublada, programas policiais, outra novela nacional e um programa que mostra uma mesa redonda com grandes ícones do esporte discutindo o brilhante desempenho das nossas equipes de futebol, maravilhosos em seus argumentos sobre chutes, lances e defesas de gol. Um cardápio que deixa qualquer um confuso para escolher entre tantas opções.
O detalhe é que, todo começo de ano, a Globo, a que traz uma das novelas nacionais, exibe o BBB. Todo mundo prefere espiar a casa e as atitudes, os complôs e as cenas quentes que os confinados fazem o favor de provocar. Ora, mas é isso que o brasileiro quer ver mesmo. Brincadeira, intriga, paquera, fofoquinha. Esse cara que pega ônibus todo dia não deve ser massacrado porque assiste ao BBB. Nem o executivo que diz que passou só 1min na frente da TV porque parou para ver as pernas da Fani. Que bobagem! Pra que ter vergonha de dizer que assiste ao programa? É distração como qualquer uma das outras opções que estão no cardápio. Tem valor igual no que diz respeito ao não incentivo intelectual. É entretenimento puro. Deixa o brasileiro ser feliz e ver na TV o que gosta. Quem é capaz de mudar isso não está nem um pouco afim, assim como também não liga e não faz questão de que comecemos a pensar e ter gostos diferentes, mais interessantes e mais benéficos para nós mesmos. Quem leva uma rotina nada fácil, já sem nenhuma perspectiva pra depois, vive num sentimento de inércia que nem a indignação vale mais a pena. Ele, depois de muito batente, sabe que a vida não vai mudar. Hábitos como a leitura ou ouvir uma rica canção não fazem sentido para esse sujeito. São práticas muito ligadas ao prazer, à curtição e elevação dó que chamamos de vida. E nós não podemos, de maneira alguma, apontar pra alguém por causa disso.
Deixa o cara torcer pelo Alemão e vibrar quando ele levar o prêmio. Quando tocar aquela música e o Bial anunciar, o cara do ônibus vai vibrar em casa e chorar como se a grana fosse dele. Ele não leva nada, vocês sabem quem leva tudo. Deixa o cara sentir felicidade, nem que por tudo que ele vibre seja farsa. A sensação dele não será.

domingo, 9 de julho de 2006

Alteru


Hoje foi um dia assim. Mais pros outros do que pra mim. Ontem e hoje. E é bom fazer sem pensar em vc. Satisfazer outro sorriso, ganhar um "obrigado" com o olhar. A era da sobrecarga precisa disso. O individualismo cansa, enjoa até. É um saco existir só pra si. Sinto que meu egoísmo se esvai. E o surpreendente: estou ótima! É o engraçado do inexplicável e gigantesco mistério chamado vida. Som de violão me conforta.

Fui toda pra alguns, menos pra mim. E, puxa, observar isso depois dá prazer. Fiz por gente que nem conheço, agi gratuitamente. É amor? Amar o próximo? Será? Poderia fazê-lo sempre. Viver disso. É bom existir na união, ser um pouco do muito, uma das andorinhas do verão. Perceber-se na multidão e saber que o seu pouquinho fez alguém feliz, ainda que na mesma intensiade do ato. O outro nunca deixa de ser algo de vc. Deveríamos pôr o outro sempre em primeiro lugar. Já pensou? Não, não dá... Somos humanos, não dá... Droga!

Vou me aceitar assim. Admitir o mundo do jeito que me foi explicado; o indivíduo da forma que se construiu. E continuamos montando as sociedades desta maneira. Sem pararmos para uma pequena reflexão que nos indicaria o caminho pelo outro. O outro como o propósito do seu bem particular. O coletivo como parte integrante para a satisfação própria. Ainda que a lógica tenha caráter egocêntrico, ela contemplaria o seguinte. Seria uma boa saída.