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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Addio, Pavarotti!

Não é por acaso mesmo que brasileiros têm afinidade com a Itália e vice-versa. Véspera de feriado, meu sorriso escureceu quando li, na Internet, notícia fresquinha anunciando a morte de uma voz aclamada no mundo todo. Pavarotti conquistou o planeta não só pelo talento indubitável, mas pelo carisma que é a nossa cara.

Tudo bem, ele era craque no futebol e soltava o bocão como ninguém em suas apresentações países afora, mas Luciano Pavarotti merece condolências pelo grande feito de levar uma arte antes exclusiva dos nobres que freqüentavam os grandes teatros para os ouvidos e apreciação de, até então, seres "ignorantes”. Um tenor pop!

Falo de Pavarotti no meu blog porque ele entendia que a vibração emocional da arte no nosso corpo e na nossa mente independe da nossa verba salarial. É a coisa mais artística que alguém pode concretizar. É por isso que o associo à alguma brasilianidade, a algum “dar pra quem não tem” tão característico nosso. Esse italiano era assim, "gente boa", que abraçava e gostava de rir.

O governo da Itália vai homenagear o maestro com um novo prêmio de cultura. O Teatro de Modena, sua cidade natal, vai ganhar o seu nome, assim anunciou o prefeito hoje. "Alguns conseguem cantar ópera. Luciano Pavarotti era uma ópera", afirmou Bono Vox no site da banda. Foi-se um dos grandes. Um dos inesquecíveis, um dos que figurarão, por anos e anos, na lista de personalidades mundiais do século XX. Addio, Pavarotti!

*Bono Vox, no site oficial do U2.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Dama do Cassino

Eu prometi e cumpri mil carinhos
E muito respeito
Amor perfeito nos momentos bons
E nos momentos maus
Mas essa dama danada nunca encontra
Nada a seu jeito
Ela só busca as espadas, os ouros
As copas e os paus

Eu planejei sete luas de mel
Caravanas e tropas
Museus, paisagens, perfumes, vestidos
Receitas e roupas
Mas essa dona maldita sequer
Acredita em Europas
Ela só sonha com ouros, com paus
Com Espadas, com copas

Diz-se que quem é feliz no amor
No jogo é infeliz
Mas de quem faz do amor
Um jogo o que é que se diz
Eu não sei jogar e ela é a rainha
Como poderei pensar que ela é minha?

Eu escrevi canções pra caminhões
De guitarras e couros
Que se tornaram estouros em mais
De muitos carnavais
Mas pra essa Diva jamais
O sambódromo, o autódromo, os touros
Ela só fica pensando em paus
Copas, espadas e ouros

Eu já fiquei como Erasmo
Sentado à margem das estradas
À espera de uma palavra da boca
Um gesto das mãos
Mas essa deusa só diz nãos e
Nuncas e necas e nadas
Ela só sabe de paus e de ouros
De copas e espadas

"Ney, você é show, sua voz é linda! "