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sábado, 23 de junho de 2007

Minha chefe é gente boa!

É praxe. Chefe, na imensa, estrondosa, esmagadora, indiscutível maioria dos locais de trabalho, é sinônimo de cão, praga, discórdia, infelicidade, pressão, depressão, desemprego. Maaaaaaaas, eu, logo eu que detesto as conveniências urbanas, tive a imensa sorte de ter uma super-chefe-"mãe". Deu certo!

O nome dela é Marne. Sim: M-A-R-N-E. Assim como soletramos em todas as ligações ou preferimos detalhar para as expressões estranhas que, no meio da conversa, soltam os famosíssimos Marní, Marnê, Márme etc. Mas o importante mesmo, meu maior intuito aqui é fazer um adeclaração de arrepiar: minha chefe é gente boa!

Isso mesmo. Minha chefe é gente boa pra caramba. Trabalhamos juntas há um ano e, hoje, a considero uma amiga. Aprendo, mais do que o ofício, muitos lances importantes para se desenrolar nesse mundo. Para mim, sua principal característica é a força. Só não se dá bem com a Marne quem não quer.

Fora do ambiente de trabalho, pode ser ainda melhor. Almoços - até na casa dela (pasmem!) -, passeios, lanches. O mais inusitado aconteceu ontem à noite e talvez tenha sido o grande motivo para este post. De repente, mi vi às 19h de uma sexta-feira na Av. Monsenhor Tabosa comendo pipoca de carrinho e água de coco jogando conversa fora com a chefe. Não foi um happy hour com cerveja e elementos provocadores da descontração. Foi um momento de companhia agradável, assim, de graça, como tudo de melhor na vida é.

Chefa, um abração pra ti. Quero ser uma super mulher que nem você!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

300 de Esparta: 10 motivos para assistir

1 - Os efeitos especiais. O slow motion de Matrix chega aqui com a maior moral. Os golpes das lutas que aconteceram de verdade tornam-se ainda mais dolorosos e maestrais. Os guerreiros, muito bem figurados, diga-se de passagem, mostram-se triplicamente mais vigorosos com a ajudinha dos efeitos gráficos naqueles músculos!

2 - O óraculo, representado por uma mulher bela e jovem, assim como o tinham, nos vangloria. Ok, tem a idéia de sermos o sexo objeto de desejo daqueles monstrinhos leprosos, mas a sabedoria divina estar conosco é tudo!

3 - O filme é uma adaptação dos quadrinhos de Frank Miller. Assim como Sin City, também de sua autoria, que caiu muito bem nas telonas, 300 traz o tom escuro predominando, lembrando as trevas.

4 - Respeito à lei de Esparta e aos princípios. Era quase uma religião. Leônidas não engolia uma piadinha contra o seu povo. Rei, enfrentou junto com os 300 melhores de seu exército uma chuva de flechas que escureceu o céu.

5 - Ah! Leônidas sabia que seria traído e que morreira, mais um motivo para um final glorioso. A morte como um meio para um fim que conseguiram posteriormente. Magnifíca justificativa humana na Terra.

6 - Prepare for glory! O grito de honra deles nos faz arrepiar!

7 - Rodrigo Santoro ganha um papel legal. O vilão Xerxes é encarnado pelo nosso brasileiro que anda se dando bem fora das terrinhas tupiniquins. No filme, ele comanda 2 milhões de soldados. Na terra dos gringos, Rodrigo já atuou em As Panteras, Simplesmente Amor e no seriado Lost.

8 - Conhecimento histórico. A mulher espartana tinha vez e voz naqueles tempos. Era ela que paria aqueles homens nascidos para a proteção do local. O homem podia consultá-la antes de uma grande decisão. As espartanas também eram treinadas desde pequenas para serem esposas dignas daqueles homens. Aulas de sexo depois da primeira menstruação (coito interrompido) e, depois dos 20, eram engravidadas por escravos só para testar seu pontencial fértil. Esses filhos eram descartados. Se o marido estivesse em guerra, elas poderiam ter relações "fora de casa" e gerar mais um forte espartano. Quanto mais homens elas dessem à Esparta, mais respeito tinham da sociedade.

9 - O filme foi líder nas primeiras semanas nos países onde estreou. Será que vem Oscar por aí?

10 - Se você é mulher e faz tempo que não vê um homem bonito, querida, levanta daí e confira uns 300 em tamanho ampliado no cinema mais próximo!

sábado, 17 de março de 2007

O texto sobre o cordão umbilical

Vendo uma campanha da Fundação Abrinq na Tv Cultura, parei nos patrocinadores oficiais que sempre vêm ao final do vídeo e mirei com atenção aquela corda branca, desfiada e em forma de um caminhozinho que ia de uma ponta a outra da tela. Para mim, aquela cordinha branca significava o cordão umbilical. Aí eu me transportei: "Puxa vida! Como ainda não havia escrito nada sobre o cordão umbilical?". Num súbito empolgante, corri para o PC e aqui estou, organizando idéias sobre o cordão de que nunca havia falado.

O cordão umbilical significa, no mínimo, dois. Apesar de ser um, ele serve como elo entre quem já existe e quem está por vir. O cordão alimenta e é ponte de vida e sentimento. É, então, divino. As barrigas das grávidas denunciam as vidas escondidas, gente bem pequenininha que está no mundo sem conhecê-lo. Os cordões? Eles estão lá, preparando os novos seres para o que vem pela frente. E é fantástico imaginar essa "peça" no meio da "fabricação" de mais um de nós. Hoje, a Medicina - graças a Deus, em mais um de seus mega-avanços - já trata o cordão com mais categoria, isso porque ele possui células tronco sangüíneas mais primitivas que as da medula óssea. Agora um monte de mamães já o conservam a favor da saúde dos descendentes. Um ponto para os cordões!

Sociologicamente, também é possível associar os cordões aos laços afetivos, tão pertinentes nesse ambiente que se pretende "socializável". É o que nos liga aos outros, às tarefas diárias, aos sentidos que nos foram oferecidos antes mesmo de chegarmos aqui. Os cordões umbilicais são tão fortes quanto os laços afetivos. São necessários e nos tornam dependentes de sua existência para que sigamos vivendo ou sobrevivendo, como melhor cabe à maioria.
Seria cômico se não coubesse tão bem o ditado. Todo mundo fala que os boçais são pessoas que só enxergam o próprio umbigo. E não é que é verdade? O que é o nosso umbiguinho (o umbigo, com esse nome, também merece um post só pra ele!!)? É o que sobrou do nosso cordão! É o nosso começo no mundo. É a marca de onde exatamente começamos a existir materialmente. E nós, mulheres, temos a grande sorte de poder alimentar mais um por esse mesmo canal. Simplesmente TU-DO! Dá vontade de ficar grávida só pra se sentir nove meses diretamente interdependente e responsável por uma vida a mais na esfera. O boçal só vê o seu umbigo porque, para isso, é preciso se curvar completamente para o que o mundo o mostra; é preciso muito egoísmo e falta de senso para baixar a cabeça, negando tudo o que não é ele, e passar a contemplar um pontinho preto no meio da barriga. Aff...
Enfim, os cordões são muito mais importantes do que imaginamos. São muito mais vitais do que o que é possível de se ver. Os cordões são a troca da energia da vida, são como os laços que nos interligam e nos prendem aqui, que nos fazem dar e receber para continuar. Eu amo o meu cordão umbilical, seja lá onde ele esteja.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Muliere

Mulher!

De beleza rara
de pureza clara
de olhar penetrante
de voz cativante
De uma força única
de uma garra imprevisível
de uma simplicidade transparente
de uma complexidade compreensível
É você, mãe, filha, esposa é você mulher.
Mulher que luta, busca, deseja, alcança, sonha, espera, chora, sorri.
Mulher que canta
que dança, grita, silencia.
Mulher que se maquila, se bronzeia que é bela, pura.
Mulher que sente, ressente, ama, cuida.
Mulher que se cansa, descansa, trabalha, batalha.
Mulher que da costela
foi tirada para se tornar
companheira e assim ser respeitada
por sua vida inteira
e amada por sua natureza
Mulher que tudo faz gracioso
mesmo no momento mais doloroso
trazendo o conforto e a força que muitas vezes nos falta
Mulher que em tudo vê a beleza mesmo nos momentos em que a tristeza
nos faz querer fechar os olhos.
Mulher que neste dia, mais que nos outros,
reconhecemos e nos demais sempre amamos
quero lhe dizer que todos os dias são dias da mulher!

By Maninha Renatóviski

sábado, 17 de fevereiro de 2007

She confesses and we too




Brilhante, uma verdadeira estrela planetária. A energia solar não é o bastante para ela. Está na Enciclopédia Britânica. É um ícone do pop mundial. Quem não queria uma gotinha desse poder? Porque isso sim é muito poder e influência. Ela conseguiu alcançar o máximo, um ponto que muitos, muitos mesmo, morrem tentando sem nunca ter conseguido. Não há quem não a conheça, não há quem nunca tenha arranhado seus sons. Não há mulher que nunca tenha sonhado em ser Madonna, the mother, la mama, a "Santa" Mãe.

Confessions on a dance floor traz tudo de moderno e futurista. Batidas que empurram qualquer um para a pista ou fazem pisar fundo no acelerador. Ouça Madonna, pule, dance, grite no volante, pire o cabeção com ela. É por isso que ela existe.

OBS: Umas das preferidas desse álbum: faixa 11, Push.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Poliamor


Em poucas de minhas inserções discursivas no orkut, entro numa comunidade de discussão de relacionamentos baseada na idéia de que o diálogo é A solução. Indicada por uma amiga com quem realmente exercito a tal prática salvadora, achei interessante e penso que pode ser super produtiva essa nova comu. Lá vai a Juliana em sua primeira aparição, o tópico é o mesmo que intitula este post:

"Poliamor é possível, sim.
É possível alguém amar mais de um alguém, da mesma forma até. Difícil talvez seja acreditar nesta possibilidade e encará-la como fato. O amor romântico nos ensinado e idealizado sempre não nos permite aceitar racionalmente a idéia de gostarmos com a mesma intensidade de mais de uma pessoa. Mesmo sendo este amor o de homem-mulher. A monogamia ocidental, aliada à Igreja, taxa de feio a mulher que sente atração por outro - e o pior, por outra! - que não seja o seu marido, o cara de sua vida com quem casou e é pai de seus filhos e ai dela (da mente dela em relação a tudo) se um dia olhá-lo e não ver mais tanta graça assim.

A grande chance de estarmos discutindo isso é a alteração de valores que vem, em alguns momentos, a nosso favor. Nós, mulheres, hoje, já não somos criadas para depender de homens, o que desencadeia em um monte de outras desobrigações. Homens podem ser um ótimo começo e meio no percurso da egoísta vida atual, mas não são mais um fim. Não nos propomos apenas a um casamento e maternidade como acontecimentos que nos completariam como mulheres.

Confesso, também, a tristeza, por um lado, de observar meninas-homens em todas as suas esferas. As jogadoras de futebol retratam bem o exagero de algumas de nós nessa ânsia de ocupação do que antes era só deles. Competição é o termo que guia a estratégia de muitas mulheres na busca pelo seu espaço. Não gosto muito, não acho bonito. Nós menstruamos, geramos bebês e os parimos, temos de ter consciência do delicado quase sagrado intríseco a nós. Chegamos perto do amor maior.

Viver em harmonia com os homens e as outras coisas do mundo, sem preconceitos de que o desejo por outro vire pecado pode ser o grande lance da convivência humana. Os bruxos e os cientistas já foram queimados, hoje a matança é a mental. A culpa de que Nietzsche tanto fala nos consome diariamente. Mais de 2000 anos após a história do "Salvador", nos vemos presos a nos punir pelo amor a mais de um. Irônico, não é? Eu defendo o poliamor, em todas as suas formas e em todos os seus tempos".

Vamos ver no que vai dar....

domingo, 27 de agosto de 2006

Acho que a Zuzu foi mais do que aquilo

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Ele já não pode mais cantar


Angélica de Chico Buarque foi mais capaz de gritar ao mundo a dor da mãe em desespero do que as imagens em movimento e os sons dirigidos por Sérgio Rezende. O filme "Zuzu Angel", lançado neste mês no circuito nacional, deixa a desejar para quem aguarda sentir o aperto no coração de uma mulher que perde um filho. E mais, o perde em situações de extrema gravidade. Stuart Angel Jones, até onde se sabe historicamente - e como a trama contou - foi torturado até a morte. Por causa daquela mesma coragem que sua mãe lhe atrelou durante conversa com membro da Anistia Internacional, a de dar a vida pela liberdade. A ela, atribuia-se a legitimidade. Afinal, era por que lhe restava lutar.

Ainda que se fale da bravura de uma brasileira, da injustiça militar, da luta jovem pela garantia do maior bem humano, o filme deixa longe o caráter emotivo. O trabalho de se relatar a história é de merecido reconhecimento, mas o teor afetivo termina em segundo plano. A obra é relevante documento histórico, até pedagógico, só falha na apreensão do sentimento do espectador. Figura número um quando se fala de cinema. Ele não foi privilegiado mesmo. O trailer é de poder impactante bem maior.

A fotografia não deixa de ser rica, os personagens estão bem retratados e as cenas de tortura chegam a chocar. Não é uma programação que se exclua da agenda, mas que apenas se prende com mais força aos detalhes técnicos. O roteiro é razoável, mas a fórmula escaldada de começar pelo fim também colabora no empobrecimento da história. Patrícia Pilar está linda, foi de acordo ao que tinha em mãos para executar. Daniel de Oliveira faz o militante enérgico. Leandra Leal o acompanha nessa linha. Não há como não remetê-los a "Cazuza".

"Zuzu Angel" é filme com caráter de relato. A história é narrada de acordo com a gravação que a estilista famosa fez questão de registrar para a posteridade. Válido para quem, de repente, está curioso para conhecer esse fato histórico brasileiro de uma mãe que ganhou uma canção de Chico Buarque. Dois bons atrativos para se querer saber quem é essa mulher.

domingo, 9 de julho de 2006

Parabéns no 4 de julho!


AêÊêÊêÊê!!!!
"17" aninhos comemorados com amigos e o amor delaaaaaaaaa!
Essa é a Andrezza, minha cunhada de todos os tempos, já é de casa. É do meu irmão. É nossa!!
A foto foi no dia do níver dela, que curtiu os abraços, beijos, desejos de paz e felicidade, a comida e os presentes, é claro! =P

No momento registrado, ela está nos braços dele, ao natural e feliz, do jeito que todo mundo quer ser um dia. Parabéns, Andrezzita. Vc merece é mais, muito mais por toda força de mulher que tem. Bjããããoooo e tudo de melhor!!! =)

*Na foto, ao fundo, a cantora que enxugou o suor com o guardanapo que enviamos os nossos pedidos, entre eles, Raimundo Soldado. Será que foi por isso?