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terça-feira, 19 de junho de 2007

Orgulho, paciência e solidão

"Talvez sejam precisas três coisas para se escrever: orgulho, paciência e solidão", fala Lobo Antunes. E não será mesmo?

Escrever é sair daquele mundo que estávamos - eu e você - e vir para este. Algo o trouxe até aqui e você está, agora, fora do outro mundo. Entrou no meu. Ainda que apareça por aqui para me questionar ou tentar me revelar por estas letras soltas. É você, leitor(a), em outra esfera de sintonia.

Tenho produções de quando ainda era adolescente. Histórias pertinentes às minhas próprias situações. Mas o interesse nascia e morria em mim. Talvez uma professora aqui, acolá me perguntava se eu queria que a redação tal fosse publicada no jornal de domingo. "Não, obrigada". Por que compartilhar algo meu? Por que trazer muitos para o meu mundo só meu?

Trago e convido quem quiser. Tudo aqui é fruto de minha singular paciência e solidão. Se quero compartilhar, faço-o como agora. Bem-vindos a um pouco de mim. A um mínimo que permito e talvez alguém se interesse mais. É isso.

Escrever é, como diz Antunes, puro orgulho também.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Fadigar


Hoje o cansaço tomou conta de mim. E eu não sou das que conta isso com orgulho. A cafeína de todos os dias engana meu organismo aos poucos, e eu já não faço mais questão do controle. Pra quê? Os olhos só abrem para o agradável, as letras só ensaiam seu prazer. No vai-e-vem rotineiro, ouvir a boa música relaxa meu olhar, meu andar descansa e de repente eu me despreocupo. Esse escuro não condiz com a minha esfera, sou de cores.

OBS: Ao escrever sobre minha própria fadiga, meu principal ânimo acaba de vir me ver. Ele vai rir ao ler e entender tudo) .

É incrível. O esgotamento cessou. Vou para a última etapa do dia.