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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Dois corações

Na realidade dos meus sonhos.
Na dor aguda que me lembra a vida.
No chocolate pregado na bochecha.
Na ferida no joelho.
Nos berros da madrugada.
Na apresentação da escola.
Nos pulos na cama.
Nas gargalhadas fartas.
E nos berros exigidamente exagerados.
Nas febres altas.
No olhar que tudo compra.
Na corrida em direção ao abraço suado.
Na família desenhada no papel.
Na primeira viagem.
No banho de chuva com os amigos.
No colo seguro.
No sermão do professor.
E no complicado cadarço do tênis.
Meu rebento, já tenho vida por você.
Uma vontade louca de apresentar o meu mundo.
E torná-lo minha melhor construção.
Sabe o que é mais impressionante?
Essa certeza da maternidade que me toma de uma vez nos acasos.
O arrepio completo e a lágrima que quase cai.
A visão do barrigão, sua chegada...
Um novo coração dentro de mim.
E eu ainda nem te conheço.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Libertate


O sossego de antes desapareceu. Há algo diferente por aqui. É bom pensar como inocente, é bom não ter obrigações sérias, é tranqüilo não ter que olhar sempre pra cima como se fosse imbatível. Ninguém é imbatível. A companhia fortalece, ter o outro ajuda. É a velha questão dos sentidos necessários à mente que pretende sobreviver no meio. Por que a alma não cansa?

Vou sair do cômodo, penetrar o real, desligar-me do conforto da espera, vou me jogar nos dias. Eu vou pisar no chão, descalça.
Auto-suficiência, comprove-me o que exibe a todos!

Ontem foi um momento descompromissado. Como eu quis, como eu gosto. Dar um basta em obrigações, ainda mais as pequenas. Tarde com chocolate, refrigerante, pele e olhar. É o que vivi. A liberdade como eu gosto e como eu quis. Acho que meu objetivo é ser criança.