Página voltada aos devaneios de JuHits. Particularidades expostas de forma espontânea. Imediatismo na publicação. Válvula de escape na teia mundial. A intenção é realmente construir. Sejam bem-vindos.
sábado, 3 de janeiro de 2009
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Discurso de amigo secreto

Confraternização da equipe de trabalho no final de semana. Clube na praia, gargalhadas regadas a coquetéis no bar molhado da piscina. Em seguida: hora do amigo secreto. A brincadeira, que aconchega e aproxima os envolvidos, foi, para mim, especial.
Por ser a integrante mais recente do antigo e recheado grupo, tive de iniciar. As retas que interligavam os componentes daquela circunferência davam continuidade ao processo de integração e afeição coletiva. Risadas e muitas palmas a cada nova adivnhação. Quem disse que isso é chato? Só tinha autenticidade ali!
Bem, com esse ponto de partida, já estava marcada a linha de chegada da dinâmica: eu. E quem me tira? A chefe, uma administradora e líder como nunca tive a oportunidade de conhecer tão de perto. Contando com a fraca memória e sabendo da importância desse momento para a minha vida, me vi na obrigação de fazer esse registro. Sei que já esqueci tanto do que foi dito, mas segue boa parte do que ainda resta:
"Essa pessoa é alguém que admiro e respeito... tem uma forte semelhança com os momentos vividos pelo nosso setor. Trabalha na dela, faz acontecer do seu jeito. Passou por experiências fortes, barras difícieis e saiu-se muito bem. Nessa evolução, traz algo que estávamos precisando e nos faz muito bem: alegria. Meu amigo secreto é uma pessoa que está desabrochando e, além de tudo, é uma gata de cinema. Isso é pra você, Ju".
Ganhei de presente um brinde à vida.
A garrafa foi só um detalhe.
Foto: Gabriel Pevide
sábado, 29 de novembro de 2008
Vicky Cristina Barcelona

E quando o equilíbrio não existe?
O filme retrata particularmente três grandes pontos da "alma humana", digamos assim. Cada personagem é um extremo desse ser. Complexo, incompleto. Sempre.
A luz da filosofia tenta nos explicar no mundo como seres em constante conflito. Nossos - também três - grandes empasses são: querer, poder e dever. "Quero, mas não posso. Posso, mas não devo. Devo, mas não quero", e todas as combinações possíveis. Digamos que as moçoilas do filme sejam cada um.
O querer é institivo, passional, atirado e razo. Perecível em sua condição de apenas ser. O poder é recionalizado, rico, dinâmico, objetivo, calculador. Não foge à regra ditada. E o dever... Bem... O dever é a confluência desse querer permitido ou não. É a loucura personificada em Penélope Cruz. E um triângulo amoroso remonta a um equilíbrio. Seria a solução?
Não só por essas questões, a obra vale a pena ser vista também pelo conteúdo cômico, bem Woody Allen. Filme leve para um fim de domingo.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Imagine

Imagine como seria o "não" se um dia ele se concretizasse. Feche os olhos por um minuto. E imagine. É esse o verbo que impera quando não podemos ver. A imaginação ganha suas asas mais potentes.
Em Ensaio sobre a cegueira, enxergamos isso e muito mais. Um filme que retrata a cegueira resultante de tanto exagero por parte da "lucidez". Em poucas palavras: é tanta coisa ao nosso redor que mal vemos o essencial, o que nos bastaria como seres vivos. Para percebermos isso, Saramago propõe um teste no qual a visão é desprezada e os homens são postos à prova em sua capacidade de sobrevivência e organização social baseados em todos os outros instintos e sentidos. Vale tudo, menos ver.
A realidade de cada um é, então, construída pela imaginação. E, por um instante, há organização em meio à desordem aparente. Sim, pois, ainda que guiados por seu próprio universo imaginário, cada um conflui com o coletivo no interesse pela permanência no mundo. Sem ser visto, o outro é percebido. E um diálogo ou um desejo flui a partir da sensação de uma nova presença física. O real se mostra com outro teor. Agora traz peso, emoção, calor, energia... ultrapassa a relativa aparência para se justificar.
É assim que o escuro dá vez ao claro. E que talvez o "não" deixe de ser. A vida acontece diferente, mais rica. Nova, sem cores e formas pré-definidas. Bonito e feio perdem sentido. Ela só pulsa em cada um e vibra no ambiente. Animais? Não, gente mesmo... Coisa de raça.
Reconheçamos: o "não" é um grande convite para o "sim". Imagine.
domingo, 7 de setembro de 2008
Hellboy II - O Exército Dourado

Hum... Um filho do anjo caído que luta a favor dos homens... Impulsivo, vingativo e distraído... Numa trama onde a humanidade é mais que detonada... Estaria ele lutando pelos que o merecem?
Hellboy é uma figura descolada, o simpático que dita o tom do filme em sua segunda versão.
Os coadjuvantes seguem a fórmula básica: um brincalhão e o par romântico para completar o trio. Mas o interessante é perceber como a raça humana é criticada nesse enredo. De repente, chega-se a questionar pelo que vale a pena lutar e como o mundo ficará mais probre se só restarem nós, humanos.
Para quem conseguiu fazer essa leitura, vale a reflexão.
Efeitos de primeira e golpes razoáveis.
Uma ótima semana!! =)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Zohan faz você rir

Dá pra imaginar como um cara consegue deixar sexy e engraçada a cena de um corte de cabelo feminino num salão de beleza??!
Bem, Adam Sandler responde por tal feito muito bem em sua mais nova comédia Zohan - O Agente bom de corte . A oportunidade de se manter num mesmo gênero e conseguir inovar sempre, ainda mais nesse contexto de milhões de novas informações diárias, prova quando um profissional é bom naquilo que faz. Sandler se atreveu e provocou gargalhadas no público mais uma vez.
O filme carrega sotaques incomuns aos nossos ouvidos, mas segue atingindo o seu objetivo. Senhoras lotam o estabelecimento em busca de prazer aliado a um novo look. Os super poderes do cara também ajudam para o efeito cômico. É um filme bom de se ver. Ah! Vale lembrar que o protagonista está em ótimas condições físicas!! =)
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Let's put a smile on that face

Eu represento o caos, a anarquia, o excesso de regras torna o mundo chato. Estou aqui para bagunçar o correto
Heath Ledger roubou não apenas cenas, mas o filme inteiro. Não teve homem-morcego que chegasse a disputar o lugar de protagonista. O anti-herói ganhou destaque não apenas pela competência com a qual foi interpretado, mas também pelo sentimento coletivo. Sem questionar, podemos aceitar fácil a idéia de que seu sucesso foi ampliado com o falecimento de Ledger em janeiro desse ano.
O Coringa foi seu último papel na telona. Amigos chegaram a afirmar que ele tomava remédios por conta do desgaste que a dedicação ao personagem lhe causou. Realmante, o famoso Coringa teve vida especial nesta interpretação. Impecável. O cavaleiro das trevas arrecadou US$ 18,5 milhões nas sessões de pré-estréia à meia-noite. Até então, tal recorde pertencia a Star wars: Episódio III - a vingança dos Sith (2005) e seus míseros US$ 6,9 milhões. Ou seja, a projeção é de que, só nos EUA e Canadá, o novo Batman arrecade, no mínimo, US$ 100 milhões - em uma semana, viu?!
Essas não são expectativas irreais, são estimativas concretas diante todo o acontecimento dessa obra e a ânsia pública de sua exibição. Infelizmente, a causa de tanto furor foi a morte de Heath Ledger. Mas essa passagem, pelo menos no Ocidente, dignifica e torna eterno tudo o que é mundano. Aguarda-se uma indicação póstuma ao Oscar. Se ela vier, nessa hora, vamos homenagear mais uma vez and put a true smile on our faces...
Parabéns, Heath Ledger.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Hulk esmaga mais e melhor

Edward Norton como o grande monstro verde? Ele não se enquadraria... um pouco fora do perfil? Bem, desde que soube que seria ele, achei estranho, mas o que a tecnologia cinematográfica americana não é capaz de fazer? E essa, é claro, é um dos maiores atrativos para conferirmos a emoção verde explodir na telona.
Genteeeeeeeee! O Hulk dessa vez esmaga mais e melhor! Até porque chega a lutar com um inimigo à altura, digamos assim. O gigante esmeralda está perfeito! As cenas fazem por merecer o tempo de produção e dedicação profissinal dessa turma que faz arte gráfica. E as primeiras cenas na Favela da Rocinha? Trinta minutos de Brazil, hein?! Só há uma grande controvérsia: os homens fortemente armados dos EUA invadem o morro carioca sem nenhuma espécie de "contra-ataque". Você consegue imaginar isso? Nem um tirozinho de fuzil pra revidar?
As lojas Ortobom se deram bem com um merchan gratuitíssimo. Uma placa da loja aparece nitidamente na última vista aérea da favela. Outra participação nacional é a nossa lenda do Jiu-jitsu, Rickson Grace. No filme, ele ensina Bruce Banner (o querido Norton) um pouco de autocontrole e disciplina para que contenha sua raiva evite sua transformação no gigante green.
Pra terminar, uma ótima surpresa. Praticamente, a confirmação de um crossover entre O Incrível Hulk e O Homem de Ferro. É que Tony Stark aparece no final para um diálogo com o general Thaddeus “Thunderbolt” Ross. Uau! Mal posso esperar por essa aventura em dose dupla!
Curiosidade 1: As cenas aéreas são da Rocinha, mas as imagens da correria na favela são na Tavares Bastos, porque a Rocinha não autorizou a filmagem lá!
Curiosidade 2: Stan Lee, autor dos quadrinhos, faz uma ponta bebendo um guaraná. Ele é o velhinho que deixa a garrafa cair.
Curiosidade 3: O ator que fez o Hulk na série, Lou Ferrigno, interpreta no filme um guarda de segurança para quem Norton dá uma pizza.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Um desobediente exemplar

"Em vez de amor, dinheiro, fé, fama e equidade, me dê a verdade".
Henry David Thoreau
Esse cara é o autor da teoria da Desobediência Civil, o discurso que envolveu Gandhi na luta pela independência da Índia e do Paquistão. Parece ter sido também o cara dono das palavras que encheram o peito de Chris McCandless de coragem e vontade pela verdade da vida e o fizeram seguir até o Alasca, sozinho, para, somente assim, encontrar o "certo".
Chris descobriria que até a verdade é conceito relativo que faz parte da criação humana e sentiria, numa descoberta instintinva (como preferia acreditar), que dois é melhor que um. Baseado numa história real, Na Natureza Selvagem conta a aventura de um jovem de 22 anos que busca a máxima solidão para conhecer seus próprios sentimentos, exercer os seus instintos e, assim, interpretar a vida que lhe chega em tudo e em todos.
Inteligência, ousadia e extremismo. Conceitos por vezes qualidades, por outras defeitos. Juntos, podem construir o belo inimaginável, ao mesmo tempo que levam facilmente à finitude das coisas. No filme, aprendemos que o radicalismo às vezes só consegue ser bonito e que o equilíbrio pode ser útil tratando-se de um ser nascido para o convívio social. Que se conhecer pode ser a maior segurança para o desenrolar dos dias; e mais, que a família é realmente a base que sustenta a formação da identidade. O aprimoramento fica por nossa conta.
Mais parcial do que nunca, não posso deixar de rasgar a seda pro Sean Penn. Além de ser um dos meus atores preferidos, creio que esse filme foi o melhor de sua carreira por trás das camêras. Escolheu um ótimo fotógrafo que soube balancear o peso do protagonista e de seus ambientes. E a trilha com o vocalista do Pearl Jam? Perfeita!
Thoreau parece ter conseguido prever, em plena América do final do século XIX, que a briga interna entre os instintos humanos e as regras socias pode ser bem maior e ter desfechos bem distintos do conformismo geral. Ele sacou que a nossa natureza é mais que humana, é selvagem.
domingo, 25 de maio de 2008
Por Mário Quintana

Amor é síntese
Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.
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