Página voltada aos devaneios de JuHits. Particularidades expostas de forma espontânea. Imediatismo na publicação. Válvula de escape na teia mundial. A intenção é realmente construir. Sejam bem-vindos.
sábado, 10 de março de 2012
Três de uma vez!
Trindade. Trio. Tríplice. Triciclo. Trevo. Trilogia. Trinca. Tripé. Tridente. Tridimensional. Tríade. Trintão. Triângulo. Três. Três. Três. As reticências deixam três pontinhos para o infinito...
Brahma, Vishnu, Shiva. Corpo, Mente, Espírito. Osíris, Ísis, Horus. Inteligência, Vontade, Amor. Pai, Filho, Espírito Santo. Eu, Você, Nós. Unidade, Vazio, Tudo.
Na Numerologia, é meu número. Nasci em 3/3. Há três anos não escrevo nesse blog. Numa generalização, Deus, o único, vem em três. A unidade é uma tríade. Três é a Manifestação. O Absoluto. Três É. E se o que existe é coerente e harmônico, é no terceiro parágrafo que me despeço da nova chegada.
Agora é Três de uma vez!
sábado, 28 de março de 2009
Inteligência emocional

Na verdade, minha estratégia geral nos cinco jogos restantes foi não dar ao computador alguma meta concreta para calcular o que viria depois... No fim, aquilo deve ter sido minha maior vantagem: eu pude privá-lo das suas prioridades e ajustar meu jogo. Ele não podia fazer a mesma coisa comigo.
Um cérebro humano que calcula entre 3 e 5 jogadas por segundo contra uma máquina com 256 co-processadores capazes de lhe render 200 milhões possibilidades de jogo por segundo. Garry Kasparov, em sua última batalha contra uma máquina da IBM, o Deep Blue, em maio de 1997, venceu duas partidas, empatou três e perdeu uma. Na pontuação geral, foi derrotado. Pela primeira vez na história da humanidade, um computador vencia um campeão mundial de xadrez num match com regras de tempo oficiais.
De 8 a 11 de maio daquele ano, um cerébro humano e uma máquina travaram uma batalha acompanhada pelo mundo. O homem era passível às pressões e estímulos externos. O computador não sofria essa desvantagem. Em compensação, era inflexível, só traçava as possibilidades de jogo a partir da armação instalada no tabuleiro e que já tinha previsto em sua memória, onde possuía coletadas todas as "trilhas" que culminavam em vitórias.
Kasparov tinha o diferencial da intuição, além de situar-se melhor frente às novas situações apresentadas pelo adversário. Ele podia questionar e visualizar rapidamente um grande número de variantes complexas. Mesmo o que considera como pontos fracos seus, a defesa e o jogo em posições simples, não foi o suficiente para distanciar-se tanto da máquina.
Um empate contra Deep Blue já seria surpreendente. Imagine três empates e duas vitórias! O fato prova que possuímos o inalcançável às máquinas. Nossa emoção e motivação são itens exclusivos e que ainda nos tornam tão especiais neste planeta. Inteligência emocional?
Curiosidades: Após a derrota em 1997, o jogador solicitou à IBM uma cópia dos arquivos das jogadas de Deep Blue para que entendesse melhor seu oponente. Havia também a desconfiança de que a máquina seria auxiliada por humanos durante o jogo. A IBM não forneceu os dados e aposentou o computador logo em seguida.
- Cogita-se uma grande jogada de marketing a promoção daquela última batalha. A IBM perdia mercado para a Microsoft. Com a vitória no tabuleiro, comprovou sua capacidade como marca e a superioridade tecnológica, tendo a valorização de suas ações desparada na bolsa.
- Kasparov anunciou sua aposentadoria em março de 2005, após vencer o Torneio de Linares. Ele foi preso em 2007, após liderar uma manifestação contra as medidas tomadas pelo presidente russo Vladimir Putin.
- O documentário Game Over: Kasparov and the Machine (2003) questiona a veracidade do resultado de 1997.
- Em 2006, numa batalha também contra uma máquina, no mesmo formato de seis partidas, o campeão mundial de xadrez venceu três, empatou duas e perdeu uma. Ao final, declarou ser o último humano campeão de xadrex.
domingo, 15 de março de 2009
USB 3.0: até 5 gigabits por segundo!

Chamado comercialmente por USB SuperSpeed, por ser dez vezes mais rápido que o antecessor, o USB 3.0 chega mantendo praticamente a mesma arquitetura e a mesma facilidade de uso do USB 2.0. Seu diferencial vem com otimizações relacionadas ao consumo de energia e à eficiência do protocolo.
A velocidade de transferência da nova versão é de 4,8 Gb/s, enquanto o USB 2.0 oferece 480 Mb/s. Ambos os tipos continuarão compatíveis, apesar da nova variante ter transmissão de dados bidirecional.
Fonte: Olhar Digital
quarta-feira, 11 de março de 2009
Sil, uma fã

Fãs e ídolos. Uma relação construída em meio às TVS, hotéis, holofotes, viagens e apertos para garantir o lugar na primeira fila dos shows. Um carinho gratuito, que nasce de um amor por alguém grande, quase inatingível, mas ao mesmo tempo tão real quando dá acessibilidade às marcas de emoção que também carrega em seu coração.
Afinal, são todos humanos ali. Vidas de caminhos distintos, mas que têm a mesma intensidade de amor pela arte. Um, enquanto produtor dessas emoções; outro, enquanto catalisador de tantas vibrações sensitivas. Fãs e ídolos são, mais do que qualquer outra comparação, pura energia em sintonia. São rádios conectadas na mesma estação. Longe ou perto, tocam, cantam e se encantam todos os dias.
Silvana Alves é uma estação de rádio ligada 24 por dia no som de Ricardo Chaves. Um amor que não consigo descrever porque não sei explicar como se chega a tal intensidade. É um afeto que supera qualquer limitação e a recupera de qualquer susto. É um importante laço que a sintoniza com o restante do mundo. A Silvana é uma rádio especial, que só emana boas vibrações. O Ricardo é sua antena principal. São elétricos. E de carga muito positiva.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
A incrível força gay

Que Sean Penn é um mestre em interpretação todo mundo tá cansado de saber. Mas reafirmar isso com tanta categoria só mesmo assistindo a "Millk", o filme que levou às suas mãos ontem à noite a estatueta do Oscar de Melhor Ator. A sensibilidade e a plasticidade que adotou para encarnar Harvey Milk, o primeiro político homossexual eleito nos EUA, foram determinantes.
Além das questões políticas, sociais e de poder que o filme traz, não podemos deixar de lado a grande faceta que justifica o prêmio: transmitir a incrível força gay.
É difícil compreender e aceitar essa forma no mundo ocidental. Priorizamos o intelecto e a racionalidade como méritos humanos. Mal sabemos que a grande possibilidade da vida está concentrada nas relações afetivas, seja com que for. Este é o conteúdo. E ser gay é dar valor ao sentimento, ao amor de que somos feitos e que nos une nesse mundo afora. Esta é a mensagem da qual não podemos fugir: a força é a da prática do amor.
O cinema, que usa o seu alto poder ideológico para manipular, nos é útil quando (re)produz histórias verídicas como a de Millk. Se quisermos, podemos até acreditar num cunho educativo. Sim, pois retratar aqueles fatos, tão marcantes para a comunidade homossexual americana da década de 70, é reviver o começo de uma luta. É instalar essa incrível força contra o preconceito na memória coletiva, que a terá como o pontapé inicial para as lutas que seguem. Afinal, o futuro é sempre resultado da projeção de algo por que passamos. É o movimento que os une e os fortalece contra o preconceito.
Como o próprio Harvey Millk dizia: "Formamos uma força gay nacional".
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Seja o que quiser

Tudo finda. A sabedoria da velhice chega ao protagonista quando ainda criança. Com as rugas, ele carrega o peso das limitações de quem não pode mais. De quem já deveria ter feito o que pode, ter sido o que quis.
Ser velho no início trouxe a dor da verdade, da realidade, do imutável. Ser jovem no fim é o mundo de possibilidades e permissões. É a vida completa em sua finitude. E mais: com a sabedoria da velhice, sem dor porque os sustos ficaram para aqueles tempos ruins de uma infância corroída pela imobilidade.
Brad Pitt e Cate Blanchett foram tão bom par quanto em Babel. Lindos e fortes em suas atuações. O filme é para quem é curioso, para quem questiona, para quem sente o pulso da vida e é capaz de se emocionar com cenas tão banais, tão flashs dos nossos dias.
O curioso caso de Benjamin Button fica na memória e no coração. Vou revê-lo e descobri-lo mais por inúmeras vezes. Assim espero e recomendo.
OBS.: Se a Terra é nossa mãe, a internet é quase o pai... Encontrei frases marcantes do filme e estou na obrigação de reproduzi-las. Respire fundo... Agora siga a leitura!
- "Nós temos de perder as pessoas que amamos. De qual forma mais saberíamos o quão importante elas são para nós?"
- "Você nunca sabe o que está reservado para você."
- "Ninguém é perfeito para sempre."
- "Algumas pessoas nascem para sentarem na beira do rio... Algumas são atingidas por raios... Algumas tem ouvido para música... Algumas são artistas... Algumas nadam... Algumas entendem de botões... Algumas conhecem Shakespeare... Algumas são mães... e Algumas pessoas dançam."
- "Sua vida é definida pelas oportunidades... mesmo aquelas que você perdeu."
- "Você pode ficar irado como um cão raivoso da forma como as coisas aconteceram Pode praguejar e amaldiçoar o destino, mas quando chega o fim, você tem que aceitar."
- "Para o que vale a pena? Nada é muito tarde, ou no meu caso muito cedo – para ser quem você quer ser. Não há tempo limite. Você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltado. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você acha que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo."
sábado, 3 de janeiro de 2009
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Discurso de amigo secreto

Confraternização da equipe de trabalho no final de semana. Clube na praia, gargalhadas regadas a coquetéis no bar molhado da piscina. Em seguida: hora do amigo secreto. A brincadeira, que aconchega e aproxima os envolvidos, foi, para mim, especial.
Por ser a integrante mais recente do antigo e recheado grupo, tive de iniciar. As retas que interligavam os componentes daquela circunferência davam continuidade ao processo de integração e afeição coletiva. Risadas e muitas palmas a cada nova adivnhação. Quem disse que isso é chato? Só tinha autenticidade ali!
Bem, com esse ponto de partida, já estava marcada a linha de chegada da dinâmica: eu. E quem me tira? A chefe, uma administradora e líder como nunca tive a oportunidade de conhecer tão de perto. Contando com a fraca memória e sabendo da importância desse momento para a minha vida, me vi na obrigação de fazer esse registro. Sei que já esqueci tanto do que foi dito, mas segue boa parte do que ainda resta:
"Essa pessoa é alguém que admiro e respeito... tem uma forte semelhança com os momentos vividos pelo nosso setor. Trabalha na dela, faz acontecer do seu jeito. Passou por experiências fortes, barras difícieis e saiu-se muito bem. Nessa evolução, traz algo que estávamos precisando e nos faz muito bem: alegria. Meu amigo secreto é uma pessoa que está desabrochando e, além de tudo, é uma gata de cinema. Isso é pra você, Ju".
Ganhei de presente um brinde à vida.
A garrafa foi só um detalhe.
Foto: Gabriel Pevide
sábado, 29 de novembro de 2008
Vicky Cristina Barcelona

E quando o equilíbrio não existe?
O filme retrata particularmente três grandes pontos da "alma humana", digamos assim. Cada personagem é um extremo desse ser. Complexo, incompleto. Sempre.
A luz da filosofia tenta nos explicar no mundo como seres em constante conflito. Nossos - também três - grandes empasses são: querer, poder e dever. "Quero, mas não posso. Posso, mas não devo. Devo, mas não quero", e todas as combinações possíveis. Digamos que as moçoilas do filme sejam cada um.
O querer é institivo, passional, atirado e razo. Perecível em sua condição de apenas ser. O poder é recionalizado, rico, dinâmico, objetivo, calculador. Não foge à regra ditada. E o dever... Bem... O dever é a confluência desse querer permitido ou não. É a loucura personificada em Penélope Cruz. E um triângulo amoroso remonta a um equilíbrio. Seria a solução?
Não só por essas questões, a obra vale a pena ser vista também pelo conteúdo cômico, bem Woody Allen. Filme leve para um fim de domingo.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Imagine

Imagine como seria o "não" se um dia ele se concretizasse. Feche os olhos por um minuto. E imagine. É esse o verbo que impera quando não podemos ver. A imaginação ganha suas asas mais potentes.
Em Ensaio sobre a cegueira, enxergamos isso e muito mais. Um filme que retrata a cegueira resultante de tanto exagero por parte da "lucidez". Em poucas palavras: é tanta coisa ao nosso redor que mal vemos o essencial, o que nos bastaria como seres vivos. Para percebermos isso, Saramago propõe um teste no qual a visão é desprezada e os homens são postos à prova em sua capacidade de sobrevivência e organização social baseados em todos os outros instintos e sentidos. Vale tudo, menos ver.
A realidade de cada um é, então, construída pela imaginação. E, por um instante, há organização em meio à desordem aparente. Sim, pois, ainda que guiados por seu próprio universo imaginário, cada um conflui com o coletivo no interesse pela permanência no mundo. Sem ser visto, o outro é percebido. E um diálogo ou um desejo flui a partir da sensação de uma nova presença física. O real se mostra com outro teor. Agora traz peso, emoção, calor, energia... ultrapassa a relativa aparência para se justificar.
É assim que o escuro dá vez ao claro. E que talvez o "não" deixe de ser. A vida acontece diferente, mais rica. Nova, sem cores e formas pré-definidas. Bonito e feio perdem sentido. Ela só pulsa em cada um e vibra no ambiente. Animais? Não, gente mesmo... Coisa de raça.
Reconheçamos: o "não" é um grande convite para o "sim". Imagine.
domingo, 7 de setembro de 2008
Hellboy II - O Exército Dourado

Hum... Um filho do anjo caído que luta a favor dos homens... Impulsivo, vingativo e distraído... Numa trama onde a humanidade é mais que detonada... Estaria ele lutando pelos que o merecem?
Hellboy é uma figura descolada, o simpático que dita o tom do filme em sua segunda versão.
Os coadjuvantes seguem a fórmula básica: um brincalhão e o par romântico para completar o trio. Mas o interessante é perceber como a raça humana é criticada nesse enredo. De repente, chega-se a questionar pelo que vale a pena lutar e como o mundo ficará mais probre se só restarem nós, humanos.
Para quem conseguiu fazer essa leitura, vale a reflexão.
Efeitos de primeira e golpes razoáveis.
Uma ótima semana!! =)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Zohan faz você rir

Dá pra imaginar como um cara consegue deixar sexy e engraçada a cena de um corte de cabelo feminino num salão de beleza??!
Bem, Adam Sandler responde por tal feito muito bem em sua mais nova comédia Zohan - O Agente bom de corte . A oportunidade de se manter num mesmo gênero e conseguir inovar sempre, ainda mais nesse contexto de milhões de novas informações diárias, prova quando um profissional é bom naquilo que faz. Sandler se atreveu e provocou gargalhadas no público mais uma vez.
O filme carrega sotaques incomuns aos nossos ouvidos, mas segue atingindo o seu objetivo. Senhoras lotam o estabelecimento em busca de prazer aliado a um novo look. Os super poderes do cara também ajudam para o efeito cômico. É um filme bom de se ver. Ah! Vale lembrar que o protagonista está em ótimas condições físicas!! =)
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Let's put a smile on that face

Eu represento o caos, a anarquia, o excesso de regras torna o mundo chato. Estou aqui para bagunçar o correto
Heath Ledger roubou não apenas cenas, mas o filme inteiro. Não teve homem-morcego que chegasse a disputar o lugar de protagonista. O anti-herói ganhou destaque não apenas pela competência com a qual foi interpretado, mas também pelo sentimento coletivo. Sem questionar, podemos aceitar fácil a idéia de que seu sucesso foi ampliado com o falecimento de Ledger em janeiro desse ano.
O Coringa foi seu último papel na telona. Amigos chegaram a afirmar que ele tomava remédios por conta do desgaste que a dedicação ao personagem lhe causou. Realmante, o famoso Coringa teve vida especial nesta interpretação. Impecável. O cavaleiro das trevas arrecadou US$ 18,5 milhões nas sessões de pré-estréia à meia-noite. Até então, tal recorde pertencia a Star wars: Episódio III - a vingança dos Sith (2005) e seus míseros US$ 6,9 milhões. Ou seja, a projeção é de que, só nos EUA e Canadá, o novo Batman arrecade, no mínimo, US$ 100 milhões - em uma semana, viu?!
Essas não são expectativas irreais, são estimativas concretas diante todo o acontecimento dessa obra e a ânsia pública de sua exibição. Infelizmente, a causa de tanto furor foi a morte de Heath Ledger. Mas essa passagem, pelo menos no Ocidente, dignifica e torna eterno tudo o que é mundano. Aguarda-se uma indicação póstuma ao Oscar. Se ela vier, nessa hora, vamos homenagear mais uma vez and put a true smile on our faces...
Parabéns, Heath Ledger.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Hulk esmaga mais e melhor

Edward Norton como o grande monstro verde? Ele não se enquadraria... um pouco fora do perfil? Bem, desde que soube que seria ele, achei estranho, mas o que a tecnologia cinematográfica americana não é capaz de fazer? E essa, é claro, é um dos maiores atrativos para conferirmos a emoção verde explodir na telona.
Genteeeeeeeee! O Hulk dessa vez esmaga mais e melhor! Até porque chega a lutar com um inimigo à altura, digamos assim. O gigante esmeralda está perfeito! As cenas fazem por merecer o tempo de produção e dedicação profissinal dessa turma que faz arte gráfica. E as primeiras cenas na Favela da Rocinha? Trinta minutos de Brazil, hein?! Só há uma grande controvérsia: os homens fortemente armados dos EUA invadem o morro carioca sem nenhuma espécie de "contra-ataque". Você consegue imaginar isso? Nem um tirozinho de fuzil pra revidar?
As lojas Ortobom se deram bem com um merchan gratuitíssimo. Uma placa da loja aparece nitidamente na última vista aérea da favela. Outra participação nacional é a nossa lenda do Jiu-jitsu, Rickson Grace. No filme, ele ensina Bruce Banner (o querido Norton) um pouco de autocontrole e disciplina para que contenha sua raiva evite sua transformação no gigante green.
Pra terminar, uma ótima surpresa. Praticamente, a confirmação de um crossover entre O Incrível Hulk e O Homem de Ferro. É que Tony Stark aparece no final para um diálogo com o general Thaddeus “Thunderbolt” Ross. Uau! Mal posso esperar por essa aventura em dose dupla!
Curiosidade 1: As cenas aéreas são da Rocinha, mas as imagens da correria na favela são na Tavares Bastos, porque a Rocinha não autorizou a filmagem lá!
Curiosidade 2: Stan Lee, autor dos quadrinhos, faz uma ponta bebendo um guaraná. Ele é o velhinho que deixa a garrafa cair.
Curiosidade 3: O ator que fez o Hulk na série, Lou Ferrigno, interpreta no filme um guarda de segurança para quem Norton dá uma pizza.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Um desobediente exemplar

"Em vez de amor, dinheiro, fé, fama e equidade, me dê a verdade".
Henry David Thoreau
Esse cara é o autor da teoria da Desobediência Civil, o discurso que envolveu Gandhi na luta pela independência da Índia e do Paquistão. Parece ter sido também o cara dono das palavras que encheram o peito de Chris McCandless de coragem e vontade pela verdade da vida e o fizeram seguir até o Alasca, sozinho, para, somente assim, encontrar o "certo".
Chris descobriria que até a verdade é conceito relativo que faz parte da criação humana e sentiria, numa descoberta instintinva (como preferia acreditar), que dois é melhor que um. Baseado numa história real, Na Natureza Selvagem conta a aventura de um jovem de 22 anos que busca a máxima solidão para conhecer seus próprios sentimentos, exercer os seus instintos e, assim, interpretar a vida que lhe chega em tudo e em todos.
Inteligência, ousadia e extremismo. Conceitos por vezes qualidades, por outras defeitos. Juntos, podem construir o belo inimaginável, ao mesmo tempo que levam facilmente à finitude das coisas. No filme, aprendemos que o radicalismo às vezes só consegue ser bonito e que o equilíbrio pode ser útil tratando-se de um ser nascido para o convívio social. Que se conhecer pode ser a maior segurança para o desenrolar dos dias; e mais, que a família é realmente a base que sustenta a formação da identidade. O aprimoramento fica por nossa conta.
Mais parcial do que nunca, não posso deixar de rasgar a seda pro Sean Penn. Além de ser um dos meus atores preferidos, creio que esse filme foi o melhor de sua carreira por trás das camêras. Escolheu um ótimo fotógrafo que soube balancear o peso do protagonista e de seus ambientes. E a trilha com o vocalista do Pearl Jam? Perfeita!
Thoreau parece ter conseguido prever, em plena América do final do século XIX, que a briga interna entre os instintos humanos e as regras socias pode ser bem maior e ter desfechos bem distintos do conformismo geral. Ele sacou que a nossa natureza é mais que humana, é selvagem.
domingo, 25 de maio de 2008
Por Mário Quintana

Amor é síntese
Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.
sábado, 10 de maio de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
Blood Diamond
Estou na temporada de filme fraco no cinema. Jumper, faça o favor de pular esse você mesmo. Os efeitos não são legais (criei expectativas pela proposta do trailer), o roteiro é mais bobo que desenho animado e os atores, sem comentários. Quanto Samuel L. Jackson deve ter recebido para interpretar aquele papelão nessa altura da carreira? A esperança vem com a história dos Rolling Stones contada pelo olhar de Scorsese que pretendo ver esta semana.Bem, no DVD de casa, a temoporada é outra. Ufa! E um filme não tão novo, mas que só conheci ontem, Diamante de Sangue (Blood Diamond, EUA, 2006), me surpreendeu em todos os sentidos! Ação e política juntos, Leonardo Di Caprio provando que não tem apenas um rostinho bonito, locações diversas e muito bem montadas, aviões, explosões e um romance discreto sem muito nhem nhem nhem. Perfeito! =)
O melhor de tudo é que o filme trata de uma questão verídica e joga aos olhos do público o sangue derramado em Serra Leoa às custas do qual muitos milionários engordam suas contas e mantêm o equilíbrio financeiro dos países com consumidores em potencial das pedras raras. A obra ainda expõe, de forma intensa, a dor do pescador Solomon Vandy (Djimon Hounsou) apreendido e separado da família. Por cima de todo o choro e dos tiros, discute-se politicamente a intervenção militar e civil nas terras vermelhas cor de sangue a fim de alcançar o suposto fim do contrabando dos diamantes e da escravização dos africanos apreendidos. Unicef bem representada na parada.
A presença da jornalista Maddy (Jennifer Connelly) deu todo um quê ideológico às ações e emoções da narração. Meio idealista, suas tiradas sempre questionavam a ação auto-destruidora humana. A narração dos fatos e o que vivenciou na trama foram a realiadade que ela precisou para contar uma história de verdade. E o desfecho foi muito bem finalizado. Para quem gosta de filme rico em detalhes como todos estes, passe na locadora já! Blood Diamond leva cinco estrelas.
sábado, 29 de março de 2008
Circo da China - Natureza
Pode até ser infantil, mas o que tinha de marmanjos em Fortaleza para ver de perto o show montado no outro lado mundo não dava pra contar! O Circo da China fez sucesso por aqui com o espetáculo Natureza. Muita luz e alegria nos movimentos. Os bailarinos são uns dos mais leves do planeta, pois treinam desde os cinco anos de idade para atuarem nos palcos de vários continentes.Esses meninos e meninas, que têm, no máximo, vinte anos, são exemplos reais de força, disciplina e dedicação; ideais vitais para o ser humano do século XXI. Durante a apresentação, me senti feliz por contribuir para a disseminação em nível mundial dessa arte e de valores que nem sempre são reconhecidos; fora que ainda curti uma exibição de primeira.
Eu me diverti como as crianças, que ficavam aflitas a cada salto ou manobra de maior risco e me diverti como "adulta", com o estalo que me alertou sobre a importância daquele trabalho que eles levam, literalmente, para o mundo ver e sentir. É uma meta e tanto. Nada melhor para encerrar do que a afirmação de que eles a alcançam - e de uma forma maravilhosa!
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Onde os fracos não têm vez
Violência, muita tensão e pouco susto. Esse é um breve resumo de Onde os fracos não têm vez. Com oito indicações ao Oscar (entre elas, a de Melhor Filme), a trama parece não ter animando muito o público brasileiro. O ritmo lento e o ambiente árido trazem um vagar pesado para o transcurso da narrativa. A última meia hora é um bolo de desfechos indesejados (será que por isso não saímos felizes da sala de cinema?) que nos deixa com gigantes interrogações e suspeitas, inclusive com a da nossa própria capacidade de interpretação!Não fosse o brilhante espanhol Javier Bardem (consagrado na telona após o mais que dramático Mar Adentro) e a interpretação que fez de um psicopata que mata como quem rói uma unha, o filme teria sido mesmo um marasmo por completo. Tommy Lee Jones e Woody Harrelson ainda provocam a curiosidade do cinéfilo pela expectativa de suas atuações, mas logo descobrimos que a frustração chega primeiro. Eles pouco aparecem e não têm muitas alternativas de dar o show particular.
Atenção merecida cabe a Josh Brolin. Através de uma entrevista, soube que implorou para ficar com o papel quando não tinha sido nem cotado pelos irmãos Coen. Com a lábia pertinente de um empresário, Brolin fez o teste e conseguiu a chance de interpretar Llewelyn Moss. Ele afirma que foi um dos trabalhos mais difíceis que já fez, pois o personagem é um homem calado e transmitia seu mundo muito mais através do comportamento do que por palavras.
Onde os fracos não têm vez é um filme para quem não se estressa e adora contemplar a fotografia no cinema. Excelentes perspectivas.
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